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O trabalho filantrópico foi reconhecido pela sociedade. Em 1950, recebeu a Medalha de Honra ao Mérito e a doação de 16 mil cruzeiros, pela Esso do Brasil. O valor recebido foi investido em tábuas para a construção da nova sede da Entidade, localizada na Rua Ângelo Bolson, n°1250. O terreno foi doado pelo Poder Executivo Municipal e é o endereço em que a Instituição permanece até hoje. No princípio, Constantino cuidava de tudo: era administrador, cozinheiro, enfermeiro e o que mais fosse preciso. Ele era chamado pelas vovós, carinhosamente, de “papai”. Também nessa época, chegou para a Instituição uma ajuda especial: Dona Estela Soares Castagna, que, pelas funções que desempenhava, era chamada de “mamãe”. |
Em 1961, o Lar das Vovozinhas teve a sua primeira festa, idealizada por voluntários para amenizar as dificuldades financeiras da Instituição. Até hoje, a festa é uma importante fonte de renda para o Lar, marcando o calendário da cidade. |
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Com ajuda de doações, Constantino adquiriu uma Chácara na localidade de Quevedos. O local, denominado Lar Santa Rita tornou-se uma extensão do Lar das Vovozinhas e abrigou cerca de 50 idosos. Os internos que tinham condições trabalhavam na lavoura, na criação de animais e na produção de farinha, pois havia um moinho no local. As condições precárias do lugar, até mesmo pela falta de água, chamaram a atenção de D. Ivo Lorscheiter, que, ao fazer uma visita, ficou muito preocupado com a situação e, também, com Constantino que estava debilitado devido à problemas de saúde e a idade avançada. O local acabou sendo fechado pela Secretaria de Saúde, os homens foram encaminhados ao Asilo Vila Itagiba e as mulheres ao Lar das Vovozinhas.
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Em busca de auxílio para o Lar, D. Ivo enviou uma carta à Madre Helena Salacei, Superiora Geral das Irmãs Filhas de Santa Maria da Providência, congregação cuja sede fica em Roma, Itália. Seu pedido foi prontamente atendido e, com a chegada das irmãs, as modificações do Lar começaram a acontecer. A situação dos assistidos era precária mas, aos poucos, tudo foi sendo organizado. No dia 22 de janeiro de 1992 aconteceu uma celebração de apoio e incentivo à missão assumida pelas irmãs. Também neste ano, houve uma grande mudança na renda do Lar, que passou a contar com a aposentadoria das assistidas, beneficiadas pela lei n°8.212 de 1991. |
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Apesar das melhorias, Constantino não aceitava bem o fato da Instituição ser administrada pelas irmãs, pois estava acostumado a decidir tudo sozinho. Em razão disso, ele resolveu sair da Instituição e retornar ao antigo endereço na Avenida Borges de Medeiros. Logo após sua mudança, Constantino já tinha algumas idosas sob seus cuidados, como se fosse iniciar um novo Lar. Com problemas de saúde, ele foi convencido por amigos a retornar ao Lar das Vovozinhas para também receber cuidados. As irmãs prepararam um local especial para recebê-lo mas, no dia em que retornaria, Constantino faleceu, aos 79 anos. Como forma de homenagem e reconhecimento à sua dedicação, na Instituição, foi criado um memorial onde se encontram os seus restos mortais e alguns pertences. As atividades e projetos desenvolvidos dentro da Instituição, bem como as datas comemorativas, contam sempre com a participação das vovós, com muito entusiasmo e alegria. ![]() |
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Em 2014 a história do Lar das Vovozinhas foi registrada no livro “Um Lar Para Sempre”, de autoria de Viviane Arrua Fantinel. O livro teve como base os registros dos acontecimentos e notícias divulgadas na imprensa, arquivados pela voluntária Olinda Rosa Beltrame, que atua junto à Instituição há mais de 50 anos. Ela foi responsável pela organização destes arquivos que documentaram e permitiram que a história do Lar pudesse ser contada. Também colaboraram com informações os voluntários Leda Maria Tasquetto e Getúlio Fiorin.
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A Associação Amparo Providência Lar das Vovozinhas foi fundada em 16 de outubro de 1946, pelo Diácono Constantino Cordióli. Após ser diagnosticado com uma grave doença, seu Constantino trabalhou o restante de sua vida em prol das pessoas desamparadas. Atualmente, o Lar é considerado um dos maiores asilos do Brasil. A nossa Instituição é uma grande referência no amparo assistencial a idosas de Santa Maria e região, oferecendo uma equipe multiprofissional às cento e trinta e quatro assistidas, que aqui residem.
A instituição teve sua primeira sede em um casebre de chão batido, na Avenida Borges de Medeiros, n° 701. Inicialmente, com quatro moradoras, foi fundada a Associação Amparo e Providência Lar Das Vovozinhas. Após dois anos, já contava com dezessete moradoras e se mantinha com a aposentadoria de professor de Constantino e algumas doações. |
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O trabalho filantrópico foi reconhecido pela sociedade. Em 1950, recebeu a Medalha de Honra ao Mérito e a doação de 16 mil cruzeiros, pela Esso do Brasil. O valor recebido foi investido em tábuas para a construção da nova sede da Entidade, localizada na Rua Ângelo Bolson, n°1250. O terreno foi doado pelo Poder Executivo Municipal e é o endereço em que a Instituição permanece até hoje.
No princípio, Constantino cuidava de tudo: era administrador, cozinheiro, enfermeiro e o que mais fosse preciso. Ele era chamado pelas vovós, carinhosamente, de “papai”. Também nessa época, chegou para a Instituição uma ajuda especial: Dona Estela Soares Castagna, que, pelas funções que desempenhava, era chamada de “mamãe”. ![]() |
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Em 1961, o Lar das Vovozinhas teve a sua primeira festa, idealizada por voluntários para amenizar as dificuldades financeiras da Instituição. Até hoje, a festa é uma importante fonte de renda para o Lar, marcando o calendário da cidade. |
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O Lar chegou a ter mais de 600 moradores, incluindo homens, mulheres e até mesmo crianças deficientes. Algumas pessoas chegavam à Instituição levadas por familiares ou, simplesmente, eram largadas na porta.
Devido à superlotação, as dificuldades aumentaram e tristes fatos aconteceram, como agressões entre os assistidos, causados pela falta de medicações para os internos com distúrbios psicológicos. Apesar destes períodos críticos, quando até mesmo o básico faltava, a fé de Constantino mantinha-se inabalável. Ele rezava junto às vovós pedindo ajuda à Padroeira do Lar, Santa Rita de Cássia, também chamada de Advogada das causas perdidas, e, como um milagre, a ajuda chegava. ![]() |
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Com ajuda de doações, Constantino adquiriu uma Chácara na localidade de Quevedos. O local, denominado Lar Santa Rita tornou-se uma extensão do Lar das Vovozinhas e abrigou cerca de 50 idosos. Os internos que tinham condições trabalhavam na lavoura, na criação de animais e na produção de farinha, pois havia um moinho no local. As condições precárias do lugar, até mesmo pela falta de água, chamaram a atenção de D. Ivo Lorscheiter, que, ao fazer uma visita, ficou muito preocupado com a situação e, também, com Constantino que estava debilitado devido à problemas de saúde e a idade avançada. O local acabou sendo fechado pela Secretaria de Saúde, os homens foram encaminhados ao Asilo Vila Itagiba e as mulheres ao Lar das Vovozinhas.
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Em busca de auxílio para o Lar, D. Ivo enviou uma carta à Madre Helena Salacei, Superiora Geral das Irmãs Filhas de Santa Maria da Providência, congregação cuja sede fica em Roma, Itália. Seu pedido foi prontamente atendido e, com a chegada das irmãs, as modificações do Lar começaram a acontecer. A situação dos assistidos era precária mas, aos poucos, tudo foi sendo organizado. No dia 22 de janeiro de 1992 aconteceu uma celebração de apoio e incentivo à missão assumida pelas irmãs. Também neste ano, houve uma grande mudança na renda do Lar, que passou a contar com a aposentadoria das assistidas, beneficiadas pela lei n°8.212 de 1991.
Apesar das melhorias, Constantino não aceitava bem o fato da Instituição ser administrada pelas irmãs, pois estava acostumado a decidir tudo sozinho. Em razão disso, ele resolveu sair da Instituição e retornar ao antigo endereço na Avenida Borges de Medeiros. Logo após sua mudança, Constantino já tinha algumas idosas sob seus cuidados, como se fosse iniciar um novo Lar. Com problemas de saúde, ele foi convencido por amigos a retornar ao Lar das Vovozinhas para também receber cuidados. As irmãs prepararam um local especial para recebê-lo mas, no dia em que retornaria, Constantino faleceu, aos 79 anos. Como forma de homenagem e reconhecimento à sua dedicação, na Instituição, foi criado um memorial onde se encontram os seus restos mortais e alguns pertences. As atividades e projetos desenvolvidos dentro da Instituição, bem como as datas comemorativas, contam sempre com a participação das vovós, com muito entusiasmo e alegria. |
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Em 2014 a história do Lar das Vovozinhas foi registrada no livro “Um Lar Para Sempre”, de autoria de Viviane Arrua Fantinel. O livro teve como base os registros dos acontecimentos e notícias divulgadas na imprensa, arquivados pela voluntária Olinda Rosa Beltrame, que atua junto à Instituição há mais de 50 anos. Ela foi responsável pela organização destes arquivos que documentaram e permitiram que a história do Lar pudesse ser contada. Também colaboraram com informações os voluntários Leda Maria Tasquetto e Getúlio Fiorin. |
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